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domingo, 4 de junho de 2017
QUILOMBO DE PALMARES
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quarta-feira, 17 de maio de 2017
UM JUMENTO NOSSO EM MARTE
sexta-feira, 7 de abril de 2017
NASCIMENTO DE JESUS
Juvenal Amaro
Foi enviado à Galiléia
à Nazaré, precisamente,
o bom anjo Gabriel
com ordem do Onipotente
à casa de uma vírgem
que de Davi é descendente.
Esta vírgem era Maria
pobre dos bens deste mundo
porém rica de virtudes
tinha a Deus amor profundo
e enquanto não trabalhava
orava a todo segundo.
Ligada por esponsais
a José - um homem santo -
sendo carpinteiro e pobre
de descendência, no entanto
também do fiel Davi
a quem respeitavam tanto.
Estava ele a orar
recolhida em seu abrigo
entrou um anjo e disse-lhe
o que trazia consigo:
- "Maria cheia de graça
o Senhor esteja contigo."
-"És tu entre as mulheres
bendita, eu te saúdo."
Maria então perturbada
escutando aquilo tudo
não percebia o que estava
acontecendo, contudo.
E o anjo assim disse-lhe:
-"Não temas, Maria, porque
achaste graça diante
de Deus. E eis que há de ter
um filho do qual o nome
Jesus Cristo há de ser.
-"Então, filho do altíssimo
chamado ele será
e o trono de Davi
o Senhor Deus lhe dará.
Será o salvador do Mundo
e fim seu reino não terá."
-"E como isso é possível
(a senhora ponderou)
se prometi a Deus ficar
sempre virgem como estou?"
O anjo rapidamente
respondendo explicou.
-"Virgem, o Espírito Santo
sobre ti breve virá
e a virtude do Altíssimo
com a sombra te cobrirá
e por isso, filho de Deus
Ele chamado será."
Maria disse: - Eis aqui
a escrava do Senhor,
faça-se em mim segundo
tua palavra de amor."
E sem mais nada dizer
o anjo se ausentou
O que sucedera a Virgem
José ainda não sabia.
Mas um anjo do Senhor
em sonhos disse-lhe um dia:
-"José filho de Davi
guarda contigo Maria."
-"Tu esposa pela ação
do espírito divino
é mão do filho de Deus,
será Jesus o menino
que virá modificar
dos pecadores o destino".
Uma lei meses depois
(do augusto imperador)
a cada um dos habitantes
da Judeia ordenou
desse o nome na cidade
de onde se originou.
Era um recenseamento
e por aquela ocasião
tiveram que ir à Belém
José e Maria, então
matricular o seu nome
entre aquela multidão.
Quando em Belém chegaram
grande multidão havia
que não puderam achar
lugar nas hospedarias
e agasalharam-se num pobre
rancho que lá existia.
E ali a meia noite
Jesus Cristo ao mundo veio
e Maria, a virgem mãe
com o coração cheio
de suavíssima alegria
O abraçou contra o seio.
Envolveu logo em mantilhas
o Santo recém-nascido
e O deitou na manjedoura
dos animais adormecidos.
Assim o profetizado
por Miqueias, foi cumprido.
Naquela noite venturosa
naquela mesma cidade
muitos anjos decantaram:
"Glória a Deus (em claridade)
nas alturas e paz na terra
aos homens de boa vontade".
Umirim-CE, 1981
domingo, 5 de fevereiro de 2017
DE RIACHO DA SELA A UMIRIM
(Texto teatral)
Autor: Juvenal Amaro
PERSONAGENS:
Narrador
Padre
Burro
Viajantes
Coronel
Rapaz
Moça
Moradores
CENÁRIO:
Estrada carroçável ou vereda
Riacho
Sela encalhada ou presa em garranchos
NARRADOR:
Lá pelo século XVIII
Saía da capital
Da província Ceará
Um padre em seu animal.
PADRE:
O bispo designou-me
Para cumprir a missão
De sair catequizando
O povo deste sertão.
NARRADOR:
Depois de várias semanas,
Já estava perto daqui
Quando o céu ficou nublado
Uma chuva ia cair.
PADRE:
Burrinho apressa os passos
Que ali vem um temporal
Se não acharmos um abrigo
Passaremos muito mal.
(O burro relincha concordando)
NARRADOR:
O padre segue um pouco
E com o riacho se depara
Sem saber o que fazer
Bem na sua margem pára.
PADRE:
Ah! Tem um riacho cheio!
Mas temos que atravessar
Porque só do outro lado
Vamos um rancho encontrar.
NARRADOR:
Montado o padre no burro
Foi o rio atravessando
Mas a forte correnteza
Foi depressa os carregando.
PADRE:
Valha-me Senhor Jesus!
Preciso de sua mão
Para me tirar daqui.
Quero cumprir minha missão.
NARRADOR:
O padre chegou à margem,
O burro também saiu.
Mas recuperar a sela
O padre não conseguiu.
PADRE:
A água levou a sela
Mas vamos continuar...
Uma maneira de seguirmos
Sei que Deus vai nos mostrar.
(O burro relincha confirmando)
NARRADOR:
Tempos depois, no riacho
Umas pessoas de passagem
Encontraram encalhada
Uma sela em sua margem.
PESSOAS (Viajantes):
- Vixe! Olha uma sela!
- Uma sela é?! Cadê?
- Ôxente! Pois não é mesmo!
- Diveras! Uma sela, êh!
NARRADOR:
Como Riacho da Sela
Foram ficando conhecidos
O riacho e o povoado
Bem perto dali surgido.
NARRADOR:
O coronel dono das terras
A qual herdou de sesmeiro
Controlava a região
Era um grande fazendeiro.
CORONEL:
Nestas terras você faça
Perto do rio sua choupana
Mas tem que trabalhar pra mim
Cinco dias na semana.
NARRADOR:
Tornou-se vila depois.
Cresceu a população.
Mas continuou ainda
A mesma denominação.
RAPAZ:
Diga onde você mora,
Moça delicada e bela!
MOÇA:
Eu moro aqui na Vila,
Vila Riacho da Sela!
NARRADOR:
Depois os donos da terra
Com bastante orgulho e zelo
Resolveram nomeá-la
Vila de Riachuelo.
CORONEL:
Olha, a partir de hoje
Não esquece, não vacila.
Quero que Riachuelo
Seja o nome da Vila.
NARRADOR:
Mas alguns anos depois
Tornou-se distrito, enfim.
Mudando também o nome
Pra Distrito de Umirim.
MORADORES:
Nosso lugar está ficando
Cada dia mais bonito.
Já não é mais uma vila.
Ele agora é distrito!
NARRADOR:
Na década de sessenta
Do último século passado
foi elevada à cidade.
Mas isso foi revogado.
PERSONAGENS (Todos juntos):
Quarenta anos depois
Se emancipou de verdade.
E Umirim continua
Nossa querida cidade!
Umirim-CE, 03 de setembro de 2016.
